O que é Proloterapia Biológica?

A recuperação de uma lesão obedece a uma ordem que possui três fases: inflamação, proliferação e maturação. Na fase inflamatória, as células danificadas são absorvidas pelas células de defesa do sangue, essa fase, dura de 48 a 72 horas após a leão. Com o terreno "limpo", instaura-se o processo de reparação, com a proliferação de vasos novos, essencial para a logística da regeneração. Simultaneamente, os fibroblastos, ou células do tecido conjuntivo, começam a se acumular no local da lesão. Após se estabelecerem e multiplicarem, dão início à produção e deposição de colágeno sobre a lesão. Esse colágeno é basicamente o chassis sobre o qual as células de reparo irão se aderir, se diferenciar e refazer um novo tecido. Esta fase dura de 1 semana há 1 mês. No período que se segue, de até 1 ano, esta estrutura continua num processo de aperfeiçoamento, com reorganização das fibras de colágeno, reestabelecimento das linhas de tensão, etc. Com três meses após a lesão a força tensil é estimada em 50% da de um tecido normal. Quando não segue esse percurso, o processo de cicatrização é prejudicado e as lesões crônicas são estabelecidas. Além disso, este processo está sujeito a intercorrências, como re-lesões, que acarretam em diversos reinícios deste processo, podendo tornar o processo de cura demasiadamente extenso.

O que acontece quando usamos um anti-inflamatório para controlar a dor? Simplesmente estamos bloqueando um mecanismo evolucionário e natural. Estamos impedindo que o tecido se recupere adequadamente.

Adequadamente é o termo correto, pois há indícios de que as lesões nesses tecidos conjuntivos nunca se reparam por completo, isto é, uma vez lesionado se torna um tecido mais frágil do que o original. E um tecido que não completa sua regeneração ou que é submetido a traumas repetidos acaba por atingir os tecidos circunvizinhos produzindo outras entesopatias. É por isso que vemos atletas que repetem suas lesões de tempos em tempos, principalmente à medida que a idade avança. O uso de anti-inflamatórios, além de poderem bloquear a fase inicial da recuperação tecidual acaba por impedir que o paciente ignore sintomas precoces mais sutis aumento o risco de dano e atrasando o processo de recuperação.

Proloterapia, também conhecida como Medicina Regenerativa, Terapia Proliferativa ou Terapia Regenerativa com Injeções, é uma técnica que consiste na aplicação de substâncias irritativas com o objetivo de reabilitar uma estrutura incompetente, como ligamento ou tendão, e aliviar a dor músculo-esquelética envolvida pela proliferação induzida de novas células.

O termo proloterapia (PT), do inglês proliferant therapy, literalmente quer dizer “terapia proliferante”. Foi adotado em meados dos anos 1950 quando percebeu-se que o tecido ligamentar ou as fibras tendinosas cresciam após as injeções de um irritante químico, ou seja, tinham “proliferado”. Para o tratamento da proliferação de novas células, o nome proloterapia da palavra 'proli-(Latim) que significa descendência; 'proliferar' - para produzir novas células em rápida sucessão. "

Em quase todos os quadros em que se instala uma dor crônica, seja em uma articulação (por artrose) ou uma inflamação degenerativa dos tendões (tendinite crônica), existe um processo de diminuição significativa da perfusão sanguínea, ou até uma ausência desta vascularização. A falta de uma chegada adequada de sangue por diminuição dos vasos sanguíneos leva a uma deficiência de suprimento nutricional e de oxigênio aos tecidos.

Esse processo, que se instala de forma muito gradual e repetitiva, causa uma degradação do tecido acometido e uma micro-ruptura da integridade local, levando a dor crônica. Na maioria das vezes, existe uma inflamação de baixo grau e um quadro de dor crônica que se agrava quando se estimula muito o local.

O tratamento consiste de uma série de injeções de uma solução de irritante químico e substâncias em combinação, aplicadas ao longo de duas a seis semanas, com intervalos entre elas. O número de injeções varia de acordo com o indivíduo e da condição médica que está sendo tratada. Eficaz como tratamento, pode proporcionar alívio da dor por tempo prolongado ou até permanentemente.

O Principio de acão da PROLOTERAPIA é o de atuar causando uma inflamação local maior, com um processo estimulatório vascular e estimulando um recrutamento de um processo cicatricial na região acometida. Ou seja, o processo visa estimular, através da inflamação mais intensa, uma maior vascularização local. Com isto, conseguimos proporcionar um processo cicatricial em um local específico, sem submeter o paciente a procedimentos invasivos abertos, como a cirurgia.

Por isso usamos esse aforisma que consiste em INFLAMAR PRIMEIRO PARA DEPOIS DESINFLAMAR E REPARAR. Em outras palavras seria INFLAMAR AGUDAMENTE, PARA VASCULARIZAR, ESTIMULAR A NUTRIÇÃO LOCAL E CICATRIZAR o que esta cronicamente inflamado. Esse processo se chama SINALIZAÇÃO CICATRICIAL ou SINALIZAÇÃO CELULAR. As mudanças decorrentes da aplicação das injeções quase que dobram a capacidade regenerativa dos tecidos que não são vascularizados.

Portanto, durante um tratamento de PROLOTERAPIA BIOLÓGICA há a possibilidade de um processo doloroso pós-tratamento imediato, e ainda se continuar mesmo depois de alguns dias pós-aplicação (em torno de 21 dias).

Normalmente, o processo de estímulo cicatricial completo demora de 90 a 180 dias. Em se tratando de um tecido cronicamente acometido, esse período pode se estender por vários meses.

Os pacientes podem até experimentar alívio depois da primeira aplicação, mas a maioria nota melhora depois de 3-4 aplicações. Consideramos uma taxa adequada de sucesso 50-70% de melhora na dor.

Os procedimentos de infiltração dos materiais biológicos em alvos específicos são sempre guiados por ULTRASSOM.

No tratamento com a PROLOTERAPIA BIOLÓGICA consideramos sempre usar o estímulo cicatricial adequado, e várias soluções podem ser usadas na busca da reação mais ampla possível para recuperar a estrutura lesionada.

É importante notar que usamos agentes biológicos, ou seja, substâncias que apenas irritam levemente os tecidos e induzem a cascata de reparação, como acontece naturalmente em nosso corpo. O efeito é a deposição de novo colágeno. O resultado clínico é a diminuição da dor. A resposta ao tratamento depende de cada um. Alguns conseguem alívio em poucas aplicações, outros precisam de um tempo maior. Na proloterapia não são usados medicamentos anti-inflamatórios ou corticoides, pois bloqueiam a resposta curativa do tratamento.

Os pacientes que mais se beneficiam da proloterapia são os que sofrem de: artrite, artrose, dor lombar, dor no pescoço, fibromialgia, lesões esportivas e pós-traumáticas, síndrome do túnel do carpo, tendinites, hérnia de disco, protrusões discais, dor ciática, dor muscular profunda, problemas de joelho, epicondilite, lesões do manguito rotador nos ombros, dor no quadril por tendinite glútea e outras condições crônicas, dolorosas e refratárias relacionadas aos tendões e ligamentos.

Hoje a proloterapia tem ganhado mais espaço por conta da história de sucesso do uso do PRP (plasma rico em plaquetas), um tipo específico de proloterapia na recuperação de lesões em esportistas, incluindo nosso conhecido Ronaldo “Fenômeno”. No PRP é retirada uma pequena quantidade de sangue no próprio consultório que é centrifugado para separar o plasma das hemácias. Uma vez ativada com adequadamente com gluconato de cálcio temos um concentrado de plaquetas rico em fatores de crescimento. E é seguro, pois usa-se o próprio sangue do paciente.

Indicações:

As condições crônicas, dolorosas e refratárias relacionadas aos tendões ou ligamentos devido à frouxidão ou instabilidade serão então as tratadas pela Proloterapia.
Os segmentos corporais que tem maior benefício com esse tratamento são:

  • Tornozelo;

  • Joelho;

  • Quadril;

  • Punho;

  • Cotovelo;

  • Ombro;

  • Articulação Sacro-ilíaca.

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